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Coluna do Estagiário 04/10

04/out
Coluna do Estagiário 04/10

Se liga daquele colega de faculdade que você nunca sabe se vai aparecer na aula de sexta a noite? Pode apelidar de Coluna do Estagiário.

Toda semana é uma dúvida danada se vou dar o ar da graça por aqui.

Sexta passada, por exemplo, eu faltei.

De lá pra cá meu chefe disse que chegou uma enxurrada de 4 mensagens me elogiando e exigindo minha volta.

Achei bem estranho, pois combinei com a mamãe de ela mandar só 3.

Pelo visto existe alguém que gosta mesmo dessas besteiras.

Por causa dessas mensagens o chefe me mandou voltar a escrever.

Como ele sempre diz: “não há nada que a torcida me peça chorando que eu não te obrigue a fazer sorrindo”.

Voltei, mas o retorno que realmente que te fez feliz foi outro, o da vitória.

Foi 1 mês de espera. Eu ia até fazer piada comparando a vitória com o salário, mas não dá.

A vitória é muito melhor, porque ela chega a durar até uma semana.

Já o salário…

O meu termina num instante, aí eu fico mais apertado que o abraço do Rogério.

Ele me deu um tão arrochado que fez inveja até no Romarinho.

E pra você que me chama de Gado do Ceni, fique sabendo que eu nem ligo.

E ainda digo mais, muuu, muuuu, muuuuito é bom ter o professor em casa novamente.

Casa que ele ajudou a botar em ordem.

1x0 contra o Botafogo foi pouco. Perdemos gols demais.

A bola foi tantas vezes no poste que parecia o carro do meu pai quando eu tentei aprender a dirigir (desculpa, coroa).

Quem estava ao meu lado no estádio era o Felipe Alves, que ficou impressionado com o tanto que trabalhamos durante um jogo.

Até comentou com aquele sotaque da quebrada: Aê, rapaziada, corre loco esse de vocês. E eu jurando que cês eram mais folgado que o pente do Marlon.

Eu ri.

Agora deixa eu ir que preciso me preparar para o jogo de amanhã. Vai ser épico.

De um lado, o time onde Ceni fez história, conquistou títulos e se tornou mito.

Do outro, o São Paulo.

É difícil, mas vamos juntos e vamos fortes.